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Vespa no Rock - Baixonatural Entrevista Flávio Guarnieri (Vespas Mandarinas)

Por Ariel Andrade

Em tempos em que o rock nacional anda tão desacreditado e tão careta, surge em terras paulistas, uma das bandas mais legais que conheci nos últimos anos - Vespas Mandarinas. Sua missão é resgatar o prestígio e respeito que o rock nacional teve outrora, e já adianto à vocês que os caras estão conseguindo. Com o lançamento de seu primeiro disco Animal Nacional, a banda mostra à que veio e nós do Baixonatural.com convidamos o baixista Flávio Guarnieri para um bate-papo sobre a sua banda, suas experiências e sobre o rock nacional. Bate-papo que você confere a seguir:

Como a experiência de tocar em um festival do porte do lollapalooza?
- Foi um tesão man, uma puta experiência, um dia inesquecível, um marco na carreira das Vespas Mandarinas
 

Reparei que você usa amps Eden. Fale pra gente um pouco sobre a configuração que você usa de caixas e cabeçote e aproveitando também nos fale sobre equipamento que você usou no disco e usa na estrada.
- Rapaz, esses amplificadores Eden são o "crème de la crème", sem duvidas é o melhor som de baixo que já tive! Atualmente na estrada tenho usado um baixo Fender precision bass special, um amplificador Eden Travaler 550, 2 caixas Eden 4x10 e 1x15, no meu pedal board tenho um Sansamp bass driver Tech21, um afinador Fender PT100, um fuzz Big Muff Electro Harmonix, um Bass Equalizer e um Bass Chorus ambos da Boss. 
Na gravação do "Animal Nacional" usei um Rickenbacker 4003 e um N. Zaganin Pbass. O processo de gravação foi bem simples, gravamos em linha, usamos o Sansamp bass driver, o bass equalizer e alguma distorção maluca, os demais efeitos foram adicionados na mix. 
 
Fale um pouco dos seus projetos antigo e como foi esse processo de entrada nas Vespas Mandarinas?
- Toquei em algumas bandas do cenário alternativo paulistano, as principais foram o Aditive e o Sugar Kane. São bandas influenciadas pelo punk rock e o hard core californiano. 

Em 2010 o Sugar Kane planejou uma turnê pela Europa e precisávamos de material novo,então decidimos gravar um EP com músicas em inglês. Convidamos o Chuck para produzir e gravar. Gravamos no estúdio dele entre setembro e outubro daquele ano, o Thadeusempre aparecia por lá e chegou a gravar alguns backing vocals no disco. Logo que voltamos da Europa, eu encontrei com o Chuck em um evento e ele havia dito que o batera e o baixista haviam deixado a banda. O Thadeu ficou encarregado de achar um baixista e oChuck convidou o André (até então baterista só do Sugar Kane) pra segurar um show em Sorocaba. Fiquei sabendo que o André ia tocar com eles e "me convidei" para ir de roadie na gig rs. 

Não rolou uma sintonia com o baixista que eles chamaram e na mesma noite me convidaram para entrar na banda. 
 

Cada vez mais as vespas ficam mais e mais conhecidas. Qual o objetivo da banda a seguir? Buscam abandonar completamente o underground e assumir essa busca ao mainstream?
- Nossa pretensão é fazer com que a nossa música chegue ao maior número de pessoas possível, parece clichê falar isso, mas é a real! Trabalhamos mirando o mainstream. O rock nacional faz parte da música popular brasileira e em um passado não muito distante, as rádios tocavam e as bandas eram prestigiadas pelo grande público, queremos resgatar isso! 

É muito difícil você garantir seu sustento com sua arte, muito mais utópico você sobreviver de arte underground, principalmente no Brasil! Somos do underground, aprendemos com ele e temos muito orgulho de onde viemos. 
 

Vespas mandarinas fazem um rock que consegue agradar o grande público, tendo conteúdo em suas letras, tal como algumas bandas de rock assim faziam nos anos 80. Quais as influências da banda? Esse cuidado com as letras que trazem algum tipo de crítica é proposital ou acontece naturalmente?
- A principal influência é o rock nacional. Bandas como: Ira!Legião UrbanaParalamas do Sucesso e Titãs estão muito presentes no DNA das Vespas Mandarinas. O rock inglês também, The ClashThe CureNew OrderThe WhoBeatles…Algumas bandas novas, The Vaccines é uma delas! 

Enquanto ao conteúdo das letras, elas carregam um teor introspectivo e existencial, pode ser critico também dependendo do ponto de vista. Não sei o quanto isso é proposital ou se acontece naturalmente. Existe muito trabalho em cima das letras e composições, nada é vomitado, tudo é feito com muito cuidado e carinho. Em "Animal Nacional" tivemos o privilégio de trabalhar em parceria com alguns dos maiores poetas e letristas da atualidade: Adalberto Rabelo FilhoFábio Cascadura e o consagrado ex-titã Arnaldo Antunes
 
Como foi o processo de criação das linhas de baixo do cd animal nacional?
- Nossas músicas são canções! Enfatizamos as melodias e a métrica das letras, procuro desenvolver linhas fundamentais de acordo com esse principio. Trabalhamos juntos nesse processo de arranjar e estruturar as músicas, procurando o beat certo, o groove ideal… todos se envolvem. 
 

Fale um pouco sobre as suas influências musicais e que discos o flávio tem ouvido nos últimos tempos?
- Minha escola é o punk rock aprendi a tocar baixo "tocando", na estrada! Saca!? Com o passar do tempo e a demanda de trabalho aumentando, senti a necessidade de me aprofundar mais no instrumento e comecei a estudar pra valer.

Me influencio muito pelo rock inglês, punk rock, reggae, Motown, disco music, música brasileira…Difícil falar o que me influencia, escuto muita coisa e acabo absorvendo de tudo um pouco. Trago pra vida aquilo que mexe mais comigo! 

Comecei a ler "A Divina Comédia Dos Mutantes" de Carlos Calado e nas últimas semanas tenho escutado bastante, no momento estou ouvindo "Mutantes e Seus Cometas no País Dos Bauretes". 
 
O cd Animal Nacional teve grande aceitação do público roqueiro. Você acha que esse público estava carente de bandas de rock “menos coloridas”? Qual a sua visão atual do rock brasileiro? Quais bandas de destaque na cena para você?
- Acho sim, o rock nacional perdeu sua força, veneno e essência com as bandas que apareceram na década passada. Muitas se apropriaram de coisas que estavam acontecendo lá fora, com conteúdo vago, irrelevante e uma postura boçal! Outras apenas perderam o interesse em se comunicar com o grande publico, restringido se a uma zona de conforto. Isso diluiu bastante a coisa, fazendo com que as pessoas perdessem o interesse em ouvir rock. 

De uns tempos pra cá, algumas bandas muito boas apareceram, destaco a Vivendo do Ócio e Os Selvagens À Procura de Lei, outras mais antigas como Sugar Kane e o Dead Fish, são bandas que mantiveram sua integridade artística sem se adaptar a padrões ou modismo por toda essa fase "colorida", trabalhando bastante e lançando ótimos discos.
 

Que baixista é o bass hero do Flávio?
-Dificil, tenho alguns rs! Vou citar dois: Paul McCartney e Bi Ribeiro.
 
Obrigado pela entrevista e deixe uma mensagem para os fãs das Vespas Mandarinas.
- Valeu Ariel, obrigado pela oportunidade de falar um pouco sobre o nosso trabalho! Deixo aqui um recado não só para nossos fãs, mas para as pessoas que ainda não conhecem o nosso som.

O rock nacional está aí, vivo e presente como a muito tempo não víamos! Pesquise, a informação nunca foi tão fácil e acessível quanto é hoje em dia!!! Compareçam aos shows, comprem os discos, valorizem o que é feito no nosso país. Existem uma porção de bandas boas a serem descobertas! 

Você pode começar procurando por nós, "Vespas Mandarinas"! Estamos em todas as redes sociais e o nosso site é: www.vespasmandarinas.com.br 

valeu ;)

Comentários

28 MAI 22h13
Fernanda Feliciano

Bacana a entrevista! Parabéns a galera do Baixo Natural!
Vespas Mandarinas é a melhor coisa que aconteceu no rock nos últimos tempos, é uma banda, foda, com um som bem trabalho, é o tipo de cd que você escuta sem pular faixa, não tem música chata, cansativa, boba... É um cd maravilhoso! Desde o dia que conheci a banda me apaixonei.
Vespas Mandarinas, vocês são foda! Vão estourar!


29 MAI 09h58
Amaral

Muito boa a entrevista, os Vespas Mandarinas é uma banda muito porrada, parabéns mais uma vez ao baixonatural.


29 MAI 15h11
Cherry

Vespas Mandarinas rock Nacional de qualidade!!
Flavinho Guarnieri um dos melhores baixistas contemporaneos!!
Entrevista massa!!




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