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Novo Norte - Uma Entrevista com Conrado Grandino (NX ZERO).

Por Ariel Andrade

Em meio às coincidências da vida, demos de cara com esse cara em uma grande loja de instrumentos em São Paulo e algumas semanas depois em um show de sua banda em São Luís - MA, e aproveitando o ótimo momento da banda e o meu apreço pelo seu disco lançado recentemente, fiz o convite, ele topou e é com um prazer enorme que trago a vocês o resultado desse papo descontraído com Conrado Grandino do NX Zero.

Primeiramente, Obrigado pela entrevista. Vamos começar:

O seu baixo está soando muito bem nesse novo disco, colocando o que a música precisa e deixando sua marca em todas as músicas. Impossível não perguntar, quais as suas influências musicais? E quais foram suas influências para a gravação do EP Estamos perto de algo muito bom, não precisa ter nome não e do disco Norte?

Tivemos um período de imersão muito grande em estilos diferentes de tudo o que já havíamos escutado, desde clássicos como Otis redding, Al Green, Paul McCartney, Joe Cocker até Ched Faker, QOSA, Cake, Blur, Kings of Leon e por aí vai. Esse foi com certeza o período de maior amadurecimento musical pelo qual já passamos, na verdade, quase uma transformação da banda, do que fomos e do que queremos ser. 

A vibe bem mais positiva no som de hoje do NX e composições bem mais maduras, menos melosas e arranjos mais trabalhados são características marcantes em Norte. O quanto a mudança de gravadora influenciou nesse novo som que a banda traz hoje?

Posso dizer que influenciou MUITO. A etrada na Deck Disc era inevitável para a banda, pois somente o Rafael Ramos e a equipe da Deck conseguiram entender e entrar na onda que estávamos. Ele foi decisivo para nós, trouxe muitas referências que nem imaginávamos que poderiam agregar no nosso trabalho. Foi INCRÍVEL, não vemos a hora de entrar em estúdio novamente com ele.

Soube que disco novo foi gravado ao vivo em estúdio e em rolo, foi o primeiro gravado dessa forma? Qual a intenção da banda de gravar dessa forma não muito convencional nos dias de hoje mas apreciada por muitos?

Esse foi o nosso primeiro disco de estúdio gravado ao vivo. Esse era um desejo do Daniel (Baterista) que sempre achou que a banda "colaria mais" dessa forma. Aquele lance de transpirar, do olho no olho, sentir a dinâmica, deixar a música nos guiar e botar todos os nossos sentimentos em cada canção. Isso foi reforçado no momento em que o Rafa (que era nosso amigo há muito tempo) nos disse: "Meu irmão, o show de vocês é ANIMAL, pesadão! Vocês tem que passar essa energia do show para o disco, essa é a verdade de vocês."

Aí não teve jeito, era ligar o rolo e dar 101% de cada um de nós.

O que você usou de equipamento (baixo, amp, pedais etc) em estúdio gravando Norte? E o que você leva para a estrada?

Utilizei um Rickenbacker 4003 (que era do Chorão) para as canções que precisavam de uma cor mais "vintage" com presença nos médios graves, e que fosse um pouco mais velado (como em "Meu Bem"), um Precision Standard com cordas flatwound da LaBella (usei esse em "Pedra Murano" que tem uma linha puxada para o reggae) e um Precision Custom Shop para as demais (que é bem versátil).

Quanto a amplificador, usei o bom e velho Ampeg SVT Classic com caixa 8x10 americana. Já de efeitos eu utilizei o Aguilar Agro (monstro), o Filter Twin da Aguilar (no refrão de "Breve Momento") e o INSUBSTITUÍVEL Bass Chorus da Boss (em "Vibe") mas o japonês que tem o rate mais lento que os novos e um DI passivo da Radial. 

É nítida uma presença diferente do Baixo nos arranjos desse disco. Como se deu o processo de composição das linhas e escolhas de timbres do baixo em Norte?

Sempre tive aquela "nóia" de moleque de utilizar na mesma música quase tudo que eu sabia (risos), e quando na verdade o que eu precisava era ouvir e sentir o que eu deveria fazer, por isso mudei minha concepção e busquei construir linhas que fossem cantantes, melódicas e que marcassem a música quando necessário. Descobri que uma pausa bem colocada vale mais que mil colcheias.

Quais outras bandas/artistas te chamam a atenção no atual cenário nacional?

Tenho ouvido bastante uma banda que também é da Deck, chamada Maglore, que é uma referência INCRÍVEL para qualquer banda que busca uma sonoridade Rock/Indie. Tenho ouvido também o Supercombo, Far From Alaska e Scalene, que pra mim representam muito bem a nova geração do rock nacional (que anda carente de atenção).

O que o Conrado tem ouvido ultimamente?

Atualmente tenho ouvido muito o último disco do Chet Faker, que é muito bom e muito bem produzido. E uma banda que na verdade são só dois caras, chamada "Twenty One Pilots" e resgatado muita coisa de beatles e The Police (linhas inspiradoras).

Di e Gee são os principais compositores da banda mas você aparece também com créditos em faixas fundamentais como o single Meu Bem. Como se dá esse processo de composição na banda?

Muitas canções são trazidas pelo Gee Rocha, mais o conceito e a estrutura harmônica das músicas. Daí começamos a "lapidar" as idéias e pra onde a música vai realmente.

No caso de "Meu Bem" estávamos todos na sala da casa dele conversando e dedilhando as violas...Quando ele chegou com o riff de "Meu Bem", aí foi instantâneo. Entramos no estúdio e começamos a botar todas as idéias para fora, enfim, deixamos sempre que a música decida.  

Além de baixista do Nx Zero, você tem exercido também a função de empresário. Conta pra gente como se deu essa "migração" e como esse trabalho vem sendo desenvolvido.

Aconteceu de maneira natural, eu e o Ivo somos amigos de infância e sempre estivemos ligados a música, minha primeira banda foi com ele (quem diría?!). E quando ele decidiu entrar na carreira solo eu já estava estabelecido com o NX e me ofereci pra "peitar" essa. Produzimos e lançamos o primeiro disco dele, onde fui produtor executivo e cuidei de toda a parte executiva desde a gravação do disco, clipes e até a parte técnica dos shows. Gravei 5 das 7 faixas do disco dele (risos), fiz de tudo um pouco. Agora estamos no segundo disco dele, só que agora pela Deck também e assumi o posto de empresário desde 2015.

A aceitação desse novo som do NX por parte do público e da crítica tem sido super positiva. Qual o planejamento para 2016? Os fãs podem aguardar um novo dvd também ou algo do tipo?

Estamos voltando de férias agora, mas já cheios de idéias. Uma delas seria justamente fazer o registro do dvd Norte. Mas ainda é só uma idéia. O que vamos de fato fazer agora é seguir com a tour do Norte e já começar a desenhar algumas músicas novas nos ensaios.

Deixe uma mensagem para os fãs do NX e do Conrado.

Primeiro MUITO OBRIGADO por todo o apoio, vocês tem sido fundamentais para a longevidade da banda, afinal, já se foram 15 anos desde que o NX deu os seus primeiros acordes. Isso é uma vitória muito grande, tendo em vista que o rock não tem o mesmo espaço que há 20 anos atrás.

Vamos sempre priorizar a música e a todos que admiram um trabalho feito com MUITA dedicação. E vamos pra cima, SEMPRE!

http://www.nxzero.com.br

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Comentários

22 JAN 03h19
Nicole Textor

Bá! O Caco é demais! Vem representando nos shows a baita vibe que o disco Norte tem! Essas entrevistas que nos permitem saber mais sobre esse disco tão foda, nos aproxima mais! ???


26 JAN 15h26
Evelyn de Aquino Farias

O Conrado é um amor de pessoa e vem dando o melhor de si! Nós não temos o que reclamar dele, sempre carismático e atencioso.. Sou grata!
ps: a entrevista está uma delícia, já até divulguei no meu fã clube (@fcnewsnxzero)
e uma observação: o nome do ep é "Estamos no começo de algo muito bom, nao precisa ter nome não", corrige lá na primeira pergunta rs Valeu! :)




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